Daniel
Nunes é psicoterapeuta e realiza atendimentos individuais no Azahar
Spa
Informações
no site: www.danielprnunes.com
Esse
é um dos temas terapêuticos que mais faz as pessoas buscarem
terapia. Relacionamentos entre marido e mulher, pais e filhos, entre
outros. Se olharmos superficialmente, pensaremos que é um grande
paradoxo o fato de termos mais dificuldades com quem mais amamos.
Entretanto, do ponto de vista da psicologia, isso não é de maneira
alguma um paradoxo. O contato diário entre pessoas permite que
aquelas partes obscuras que existem em TODOS os seres humanos venham
a tona. Mas o maior problema não é esse. A terapia tem a difícil
tarefa de trazer a consciência de nossa responsabilidade perante o
problema. Nós tendemos a pensar que o outro é o grande problema e
se perguntarmos ao outro, ele provavelmente dirá a mesma coisa. Mas
é libertador quando somos capazes de assumir a nossa parte e poder
testemunhar o renascimento do amor dentro de nosso coração. E eu
entendo que é esse o maior objetivo de um relacionamento – que
possamos nos tornar pessoas ainda melhores.
Mas
qual é a contribuição que a psicologia junguiana tem a dar neste
caso? Qual é o seu diferencial?
Jung,
o fundador desta linha de psicoterapia, tem uma visão de que tudo o
que percebemos é “distorcido” pela nossa realidade interior.
Isso é bem fácil de perceber quando vemos que uma mesma frase, um
mesmo evento, produz reações tão diferentes nas pessoas. Quando o
assunto é relacionamento, as pessoas com quem nos ligamos despertam
em nós sentimentos de todo tipo. Há pessoas que nos despertam
sentimentos em relação ao pai, à mãe, ou mesmo a pessoas e
situações que foram boas ou ruins em nossas vidas. Isso é
simplesmente inevitável. Quem não quiser lidar com isso deve se
trancar em um quarto e de lá nunca mais sair.
Mas
qual seria a função disso? Qual o motivo de funcionarmos dessa
maneira e muitas vezes isso nos trazer tanto desconforto?
De
alguma maneira, quando não resolvemos esses sentimentos que ficaram
presos em nossa história, nossa vida não se desenrola de uma forma
saudável. Dessa forma o outro se torna uma ponte para que possamos
limpar nosso coração em relação a essas pessoas e situações
importantes. O problema é que tendemos a ver este outro como um
grande incômodo e edificamos barreiras feitas de mágoa, raiva,
orgulho, e outros tantos sentimentos que turvam nossa visão de tudo
ao nosso redor. Entretanto, ao limparmos nosso coração, somos
capazes de escolher com mais clareza o que queremos para nós.
Escolhas pautadas no amor são muito mais soberanas e nos permitem
cultivar o sentimento de paz que tanto falta às pessoas dos dias de
hoje.
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